Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Be Kind Rewind
Domingo, 5 de Julho de 2009
Domingo, 21 de Junho de 2009
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Béla Tarr no Cineclube Dissenso!
Caros, neste sábado (20), às 14h, daremos continuidade as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Para quem ainda não teve a oportunidade de participar de uma das sessões anteriores, a ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade. Contemplaremos dessa vez uma das peças-chave do cinema europeu contemporâneo: o cineasta húngaro Béla Tarr. Conhecido pela lendária obra-prima de sete horas e meia Satantango (1994), Béla Tarr tem nos apresentado nas últimas décadas um universo cinematográfico extremamente pessoal e desafiador. A sessão contará com a exibição de um de seus filmes mais recentes, As Harmonias de Werckmeister (2000), um misterioso retrato de uma pequena cidade do interior da Hungria transformada com a chegada de uma baleia gigante empalhada.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surgiu a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
As Harmonias de Werckmeister (Béla Tarr, 2000, Hungria)
Sábado, 20 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida - 91684304Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Jogatina Sentimental
Walter Benjamin, Rua de Mão Única, P. 104/105
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Troquem as cornetas!
Agradecido.
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
crises antecipadas de meia-idade
Contando
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Mais dissenso!

A ideia, que é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, contempla dessa vez esse mestre do cinema oriental ainda pouco conhecido por aqui. Teshigahara se distingue na cinematografia japonesa como uma voz que soube, como poucas, aliar suas intenções estéticas com uma preocupação social que refletisse as condições da população de seu país, importando-se com a manutenção da identidade individual.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
Ako (Hiroshi Teshigahara, 1965, Japão)
Otoshiana (Hiroshi Teshigahara, 1962, Japão)
Sábado, 13 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida
9168-4304Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Ovelhas Negras
Festas
Dessa maneira os canos terminam entupidos.
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Eu quero mais é release!

Neste sábado (06), às 14h, tem início as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As sessões, com entrada gratuita, serão realizadas semanalmente no Cinema da Fundação e seguidas por debate aberto ao público. A ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade.
Em sua primeira semana, serão exibidos o curta Esse Filme Deve Ser Visto no Cinema, do pernambucano Chico Lacerda, e Benny´s Video, do diretor austríaco Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes esse ano e se tratando de Haneke é melhor não cairmos na sinopse para não estragar a surpresa.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
Benny´s Video (Michael Haneke, 1992, Áustria)
Este Filme Tem Que Ser Visto no Cinema (Chico Lacerda, 2009, Brasil)
Sábado, 06 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida - 9168-4304
dissenso@gmail.com
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
..
Pior que eu admiro essa perspicácia de terceira.
Sábado, 30 de Maio de 2009
.
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
QUE?
Isso é culpa da UFPE, do MEC, MINHA, de QUEM?
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
=D
Revista Quem
Eita, tem a Suzana Vieira que, segundo a própria, não envelhece.
Surpresas da TV Brasil - 2
Surpresas da TV Brasil - 1

Mas voltando rapidamente ao "Menino da Calça Branca", além da fotografia, fiquei especialmente comovido com a espontaneidade do garoto, cujas andanças, expressões e brincadeiras nas ruas, acompanhada e registrada por uma segunda andança, a da câmera, nem sempre na mesma direção, me transportou completamente a um imaginário da infância e não necessariamente da minha infância. Senti o onírico, mas não o nostálgico - que, na verdade, seria um nostálgico inventado, daqueles quando nós, na linha jovens de menos de 30 anos, buscamos um 1968 no baú de lembranças. Pois é, nesse caso não rolou identificação: nem de fato, nem inventada. Talvez justamente esse distanciamento entre a minha infância e a infância do garoto tenha facilitado e inocentado minha entrada na diegese proposta, sem que eu, interferisse com a minha própria diegese. Sem contar que ver o Ziraldo de surpresa na tela me encheu de uma alegria inexplicável. É isso aí, inexplicável. Pra não dizer que não falei das sinopses, basicamente a história se foca em um menino do morro que ganha de natal uma calça branca - algo que parecia esperar há tempos - e toma aquele presente como uma transformação imediata em sua vida de menino do morro. Eis que então desce ao asfalto, todo cuidadoso para não se melar e imita o mundo dos adultos de calças brancas: os gestos, a forma de andar, de se portar e estar no mundo. A narrativa é muito simples e fofa - e sei que essas palavras não seriam as ideais - mas a escolha de colocar um final triste funciona muito como o despertar de um sonho por um soco na porta do quarto: a bola bate na lama, a lama bate na calça branca e o menino volta pro morro. Daí pra ficar emotivo é um passo, especialmente pela percepção da influência do Sérgio Ricardo enquanto compositor sobre o Sérgio Ricardo diretor, algo que dita um ritmo onde o visual parece seguir uma direção auditiva. Obviamente esse processo ganha força e se aperfeiçoa através da edição realizada pelo mestre Nelson Pereira dos Santos. Acho que não é clichê dizer que essa sua criação audiovisual - e imagino que as outras também dada sua trajetória - se interliga simbioticamente com a criação musical. Dessa forma, nem preciso dizer que existe a música "o menino da calça branca". O curta recebeu o prêmio 'Berimbau de prata' no I Festival de Cinema da Bahia em 1962. Berimbau de prata, minha gente?
o_O
A Bahia às vezes me mata de vergonha.
Daí terminou o filme e vi na propaganda que na sequência ia passar Serras da Desordem, do Andrea Tonacci, uma das produções brasileiras de maior provocação estética sobre o que é, não é, não é mais, foi e será a linguagem audiovisual, especialmente do documentário. Se não tivesse com tanto sono, topava na boa pela terceira vez.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Destino
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Refilmagem e Continuação
Viva Joseph Campbell e os arquétipos universais.
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Saco
Ao menos a Sally Hawkins entrou no meu coração.
Domingo, 10 de Maio de 2009
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Face/Off
Sábado, 2 de Maio de 2009
-
- Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar.
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Kramer vs Kramer

Déjà vu.
La Muerte de un Burocrata
Tomás Gutiérrez Alea,
diretor cubano que realizou, entre outros, Memórias do Subdesenvolvimento.
Fico me perguntando como ser cineasta, cinéfilo ou crítico sem ser yuppie, sem ter banda larga em casa e sem mamar nas fartas tetas de uma sedenta instituição cultural burguesa (que pode ser, inclusive, um mecenato familiar). Não consigo imaginar uma ação espontânea delineada nas bordas do sistema financeiro, exceto pelas oficinas e afins realizadas por nossas queridas elites, iniciativas também conhecidas como 'tenho culpa burguesa, vou ensinar os pobres a filmarem e escreverem sobre a vidinha de merda deles que nunca vai mudar, acalmo as massas em seus redutos para não matarem, não roubarem, não cheirarem e chamo ao final de responsabilidade social' (não incluo aqui o projeto Vídeo nas Aldeias, especialmente porque, pelo que conheço, admiro imensamente os resultados). É nesses raros momentos de 'e se toda a estrutura ruir e eu ficar com uma mão na frente e outra atrás' que me vejo mais próximo do ato de escrever que de qualquer outro ato de expressão: além de plenamente solitário, e desde pequeno sempre tive sérios problemas com trabalho em grupo, me parece que depois do holocausto suíno e da supremacia absoluta da propaganda, estarei em guerra por um lápis e não por uma câmera.
De qualquer forma, quanto ao questionamento pequeno-burguês, espero que o Simião Martiniano ainda possa me responder.
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Favor usar máscaras e evitar os apertos de mão.
- Tudo bom?
- Tudo bem?
(fim do diálogo e tédio no rosto)
Pedido
Entro no site pra ver a programação e me decidir se vou ou não, começa a tocar o jingle que tira qualquer pessoa do sério, todas lembranças de como o festival não vale a pena surgem na cabeça, fecho o site como quem foge do México, pondero se vou rir da euforia gripe suína na TV e decido voltar para o terceiro ensaio do livro do Tomás Gutiérrez Alea, Dialética do Espectador.
Livro bem Costa-Gavras, por sinal.
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Inferno
É uma pena que metrô subterrâneo e mangue formem um paradoxo insolúvel: o máximo que conseguiríamos seria um metrô suspenso, mas do jeito que tudo termina no tosco, o projeto começaria na linha THX 1138 e terminaria como o minhocão. Pelo menos por aqui ainda não vi passageiro levando chicotada e isso, sem dúvida, é a grande ficção científica do momento.
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Ensaios
Metamórphosis (Publicado em 03 / 11 / 2007)
Sobre 'Limite' (Brasil, 1931), de Mário Peixoto
No decorrer dos últimos meses, tenho refletido bastante sobre a influência de obras sobre obras. Não de maneira determinista como em quase todas as críticas de cinema esse pensamento é posto em discussão, mas numa perspectiva onde tendências estéticas, diretores ou mesmo filmes avulsos têm seus princípios redimensionados, a partir da inclusão de especificidades de diferentes contextos. Não são traçadas linhas formais de seqüências a seqüências, de enquadramentos a enquadramentos ou de utilização de luz a utilização de luz. Nada disso. Também não questiono as possíveis paródias ou homenagens diretas. De fato, elas existem, se multiplicam e se vislumbram, mas na situação que pretendo aqui tratar, tudo se dá num caráter mais fluido e menos prático - esquecendo e desrespeitando qualquer linearidade. É preciso perceber que nem sempre as influências se mostram completamente conscientes por quem as utiliza e que nunca permanecem as mesmas depois de utilizadas: entre as supostas linhas formais que se apontam existe um conjunto de desvios que precisam ser lembrados. Só para ilustrar não é tão raro acontecer de críticos formularem ligações externas dentro de uma obra (seja um filme, um disco ou uma performance), cujo criador sequer conheça ou tenha antevisto / atinado como fonte de inspiração. Se por um lado essa postura pode estabelecer um clima constrangedor, propondo um questionamento à validade e credibilidade do trabalho crítico; também pode, por outro, consolidar duas reflexões mais importantes: a que o jornalista carrega consigo uma rede de influências próprias, geralmente ocultas em seus textos e que as obras de arte podem sim desenvolver algum diálogo com artistas desconhecidos ao criador. Para tanto, alguns conceitos precisam ser abandonados e outros instituídos. MAIS
Like Bacon and Eggs (Publicado em 15/11/2007)
Sobre 'Cantando na Chuva' (EUA, 1952), de Stanley Donen e Gene Kelly
Depois de assistir a Cantando na Chuva (EUA, 1952), de Gene Kelly e Stanley Donen, em maio desse ano (2007), me deparei com uma série de questões já pontuadas no ensaio anterior, referentes à postura que uma obra de arte (ou o conjunto delas) assume diante de um repertório pessoal - podendo causar diferentes reações, de acordo com o estágio de conhecimento, experiência e discurso cinematográficos impressos em sucessivos momentos de um mesmo espectador (podendo causar, inclusive, diferentes ou complementares reações de acordo com o estágio emotivo, físico, lisérgico, etc…). Assim, a presença de alguns filmes e a ausência de outros na nossa memória, além do senso comum, do conjunto de textos acadêmicos, teóricos, jornalísticos; das viagens e pessoas que conhecemos, dos comentários profundos e inúteis ao qual tivemos contato, entre mil outros aspectos interferem não apenas numa concepção ampla sobre o cinema, mas também na construção valorativa para a película seguinte. Algumas permanecem sólidas, outras se desmontam em pedaços. Todas as obras recentemente vistas serão dimensionadas a partir do repertório construído por cada um até então - para além da temporalidade da própria obra. Tornam-se eqüitativamente importantes o contexto original do filme X - e em alguns casos isso se perde - e o momento em que esse filme X passou a fazer parte do imaginário do espectador contemporâneo Y, levando em conta que esse espectador pode tanto consumir a atualidade, como entrecruzá-la com referências distantes temporal ou espacialmente, através do amplo - e cada vez mais simples - acesso dado pelas novas tecnologias. Um singelo clique num mouse nunca foi tão significativo. MAIS
00 ou 10? 20 ou 30? 40 ou 50? 60 ou 70? 80? 90 ou 00? (Publicado em 10/12/2007)
Sobre 'O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante' (Inglaterra, 1989), de Peter Greenaway
Não há inutilidade mais divertida do que os pequenos jogos espontâneos, mesmo os esquizofrênicos acordados entre as pessoas e o destino: ‘volto para casa se aquele carro branco dobrar à esquerda, vou ao cinema se um cisne cair em cima dele’. Alguns esperam pacientemente pelas penas brancas, outros, menos preocupados, participam de brincadeiras mais refinadas. Trata-se quase de uma aposta criativa (e, felizmente, nem tudo se torna irrelevante). Há uns cinco/seis anos propus uma dessas brincadeiras espontâneas a mim mesmo, quando decidi entrar em contato constante com alguns filmes, todos pegos numa locadora perto da universidade (Edit: só pra nomear, Fox Vídeo) . Não à toa: havia promoções e pacotes para VHS - 5 fitas, 5 dias, 5 reais, pois o dono do estabelecimento tinha de fazer aqueles produtos renderem o máximo antes de vendê-los, por conta da iminente consolidação do mercado de DVD (mídia que nessa época já deixava de lado o furor de novidade, sendo largamente popularizada no Brasil em 2002/2003). Assisti muitos filmes em VHS durante toda essa época de transição: nenhum lançamento (os lançamentos deixava pra pegar em DVD caso já não tivesse visto no cinema). Foi então que iniciei o maldito jogo adolescente: a partir de filmes aleatórios do qual nada sabia, tinha de descobrir a década e se possível o ano de cada produção. Não valia ler sinopse, críticas, nada - tinha de decifrar apenas pela obra em si e alugá-la simplesmente pela capa. Para facilitar geralmente pegava 5 filmes que estavam dispostos sequencialmente na estante, o que trazia surpresas boas e ruins. Descobri dessa maneira cineastas, entre outros, como Wong Kar-wai - Amores Expressos, Anjos Caídos e Felizes Juntos permanecem até hoje sem lançamento em DVD - e Tsai Ming-Liang, além de obras como o peruano Não conte a ninguém (1998), que aborda como poucos a questão da autorepressão homossexual, o francês melancólico e autobiográfico Noites Felinas (1992), de Cyril Collard sobre Cyril Collard com atuação de Cyril Collard e o independente americano non-sense Gummo (1997). Em VHS, tudo era mais simples, graças as denotações de velhice presentes na qualidade da própria mídia (o que tirava um pouco a graça inicial da brincadeira). MAIS
Coexistência e Transmutação: Resnais, Tarkovski (Publicado em 24/12/2007)
Sobre 'O Ano Passado em Marienbad' (França, 1961), de Alain Resnais / 'O Espelho' (União Soviética, 1974), de Andrei Tarkovski.
Não há dúvida de que poderia escrever (e não só eu) um ensaio inteiro, apenas sobre os travellings paralelos em O Ano Passado em Marienbad (França / Itália, 1961), de Alain Resnais (e Alain-Robbe Grillet?), onde o movimento corta o movimento, onde a câmera percorre um espaço imutável, isolado (que pode ser em Marienbad, Baden-Salsa, Frederiksbad), entre corredores, salões, portas e corredores, capturando a coexistência de diferentes tempos, sonhos, memórias, projeções e delírios. Mas, sinceramente, depois do ensaio anterior, falar simplesmente sobre travellings se tornaria um tanto repetitivo. Ainda que aqui exista um diferencial muito claro: a câmera se move não apenas de um cômodo para outro, mas o faz, num mesmo plano-sequência, a partir do espaço-momento suspenso de onde o narrador X descreve o ambiente, ações, gestos e encontros diretamente para suas lembranças (ou lembranças-falsas); para seus sonhos (ou sonhos-inventados); para estados mentais ou desejos encobertos e revelados. E durante esse movimento vagaroso, esse mesmo narrador se encontra enquanto personagem X (ou enquanto narrador) dentro de sua própria história, direcionando suas palavras de maneira persuasiva para sua ouvinte/amante A (ela nega, confirma, hesita), reflexiva para si mesmo e assertiva para o espectador. Quando não inverte e mistura todas essas enunciações - o que torna tudo deliciosamente mais ambíguo. MAIS
A palavra neutra 3x (Publicado em 02/01/2008)
Sobre 'Jules e Jim' (França, 1961), de François Truffaut
Numa primeira visão desatenciosa, presa a uma mera busca vanguardista (o que era - é? - determinante no meu olhar durante minhas incursões pelo cinema da década de 60), não me parece muito difícil achar, atualmente, Jules e Jim (França, 1962), de François Truffaut um filme bobo. Talvez bobo até demais. Também não me parece muito difícil ainda no ritmo desse primeiro lampejo, refletir como a fortuna crítica dessa produção - elogiada repetidamente desde seu lançamento até hoje - soa um tanto excessiva, deslumbrada. As contemporâneas me parecem ainda mais idiotas cheias de repetições e repetições como se ainda estivessem em 1961. Afe Maria, como diria minha avó. Se formos ser sensatos e estabelecermos uma comparação próxima, o trabalho do cineasta francês se mostra pouco ousado diante do cinema que era produzido por seus contemporâneos (de Nouvelle Vague ou de não-Nouvelle Vague). E não tenho como negar que desde sempre me acostumei a preferir Godard à Truffaut, Resnais à Truffaut, Bresson à Truffaut mantendo uma imensa dívida por não conhecer melhor os cinemas de Eric Rohmer, Claude Chabrol e Jacques Rivette para poder seguir com a lista ou diminuí-la vertiginosamente. Para mim, o próprio Truffaut-crítico se destaca diante do Truffaut-cineasta. MAIS
Eu.doc (Publicado em 09/01/2008)
Sobre 'Santiago' (Brasil, 2007), de João Moreira Salles
Esse texto pode até soar inicialmente como uma mera cordialidade barata entre um pretenso jovem crítico e um documentarista brasileiro burguês, mas aviso de antemão, que pouco me importo com essas desconfianças primárias. Mesmo se fôssemos amigos (eu e o João Moreira Salles - o que não é o caso), procuraria não fazer diferença, sabendo dos riscos e falhas, entre falar bem, mal ou bem e mal simultaneamente. Além disso, o juízo de valor nesse molde maniqueísta teria pouca importância em uma crítica-crônica, que desde o princípio assumisse e destrinchasse alguns laços de amizade. Entre pontuar uma série de desgostos e não falar, prefiro ultimamente - e só ultimamente - não falar: nesses casos, acredito que o silêncio carrega a crueldade necessária. É uma pena que os críticos vinculados às ‘sérias’ empresas de comunicação não possuam essa mesma possibilidade de escolha, já que não decidem sobre quais obras irão se debruçar e sobre quais irão se omitir: apenas se dividem entre os lançamentos de uma lista pré-definida semana após semana. Alguns até se esforçam, mas nem sempre é fácil produzir meia dúzia de palavras anuais sobre a Xuxa sem cair pelo menos uma vez no chulo. Pensando assim, tenho que também admitir de antemão e com a maior cara lavada possível que é muito prazeroso falar sobre o que se quer, dentro dos moldes quaisquer, podendo seguir sem pudores percursos mil. Sei que essa liberdade tende a não durar para sempre, a universidade nos lembra disso diariamente, mas, por ora e aproveitando o momento, a crítica se desvincula do ranço da obrigação, se assentando plenamente como um ato de criação. MAIS
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Trote
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
UFPE
Antônio Gramsci, Os Intelectuais e a Organização da Cultura, Pag. 146/147.
Azar
Daí hoje, morrendo de fome, por volta das 14 e tantas, fui almoçar perto de casa. Ao final da refeição, tento pagar no cartão, a máquina meio que dá pau, termino pagando com uma nota de R$ 20 e recebo no troco, além de outras notas e algumas moedas, uma nota de R$ 10. Vou direto em um posto de gasolina, peço para o cara colocar R$ 5 - hahaha - e na hora de pagar dou a nota de R$ 10 que tinha acabado de pegar. Adivinhem? Pois é, a porra da nota era falsa. Fiquei muito puto, além de obviamente constrangido, afinal o frentista ficou olhando pra minha cara como se eu fosse golpista do dia. Meio "quer café?", mas arquitetanto "vou chamar a polícia". Graças a Deus eu tinha outra nota e não estava de bigode. Voltei no restaurante pronto pra armar barraco quando, ao explicar a situação, o cara pegou a nota e quis me fazer acreditar que era verdadeira. Pior nem é o argumento, mas o fato de que se você parasse um segundo e olhasse pra nota dava pra perceber que ela era totalmente falsa. Era gritante pela qualidade tosca do papel e por como estavam lavadas as imagens. Quase uma nota do Banco Imobiliário ou do Jogo da Vida. Daí quando já ia começar a confusão, chegou o dono do estabelecimento, apaziguou geral o clima ruim, soltou piadas e um peido, verificou a nota com a maior carinha de juiz e rapidinho a trocou por outra. Com o rosto um tanto rubro, pediu perdão. Definitivamente só posso ter um mínimo apreço por senhoras espertas e com dicas na manga e por senhores dignos e de honestidade intocável. O resto é merda.
Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Devaneio acadêmico
Morbidez
JC – Você viu o acidente?
JOSÉ WELLINGTON – Não. Eu ia de moto, na frente. Depois não vi mais o carro e voltei. Quando cheguei ao local o acidente já havia acontecido.
JC – O que você viu ao voltar?
JOSÉ WELLINGTON – Ainda estava todo mundo dentro do carro.
JC – E já estavam mortos?
JOSÉ WELLINGTON – Meu sobrinho ainda respirava, mas não havia como tirá-lo das ferragens. Só ele deu sinal de vida.
JC – Pelo que você soube, de quem foi a culpa?
JOSÉ WELLINGTON – Não sei informar com certeza. O caminhão pegou o lado do carro. O povo diz que o carro foi para cima do caminhão e eu não sei ao certo.
JC – Vocês pegaram a estrada a que horas?
JOSÉ WELLINGTON – Saímos da casa da minha irmã, onde tínhamos ido passar o fim de semana, às 3h40 porque tínhamos que trabalhar. O acidente aconteceu por volta das 4h30.
JC – Vocês vinham de uma festa? Seu irmão tinha bebido?
JOSÉ WELLINGTON – Meu irmão não bebia. A gente tinha ido passar o fim de semana em Jundiá (AL), onde houve carnaval fora de época. Todo ano fazíamos esse passeio.
JC – Seu irmão dirigia bem?
JOSÉ WELLINGTON – Sim, fazia tempo que ele dirigia, mas tinha comprado o Fiat há uns dois meses.
JC – Como você se sente?
JOSÉ WELLINGTON – É preciso ter muita força para superar essa perda grande. Não sei se vou conseguir.
JC – Você já pensou no seu futuro sem eles?
JOSÉ WELLINGTON – Quem sabe do meu destino é Deus. É uma situação difícil, não há como mudar, não tem como.
Segunda-feira, 16 de Março de 2009
Travelling

Revistas 01 - 04
Revistas 05 - 08
Revistas 09 -12
Depois do Som Barato...
Tais entidades de defesa dos direitos autorais, como a R.I.A.A. nos Estados Unidos e APCM no Brasil, que é a representante legal de:
UNIVERSAL MUSIC DO BRASIL LTDA.;
WARNER MUSIC BRASIL LTDA.;
SONY - BMG BRASIL LTDA.;
SIGLA - SISTEMA GLOBO DE GRAVAÇÕES AUDIO VISUAIS LTDA;
EMI MUSIC LTDA.;
COLUMBIA PICTURES INDUSTRIES INC.;
DISNEY ENTERPRISES INC.;
METRO-GOLDWYN-MAYER STUDIOS INC.;
PARAMOUNT PICTURES CORPORATION;
TWENTIETH CENTURY FOX FILM CORPORATION;
UNIVERSAL CITY STUDIOS INC.;
WARNER BROS.;
UNITED ARTISTS PICTURES INC.;
UNITED ARTISTS CORPORATION;
UBV - UNIÃO BRASILEIRA DE VÍDEO E ASSOCIADAS
Sendo ainda representante de IFPI - International Federation of the Phonographic Industry e MPA - Motion Picture Association no Brasil, se dizem "sem fins lucrativos", vamos acreditar nisso, né gente? Como todos acreditam nas histórias da carochinha. Portanto, deixamos aqui os dados de contato do orgão responsável pelo fechamento das comunidades e de um de seus representantes:
APCM - ANTI-PIRATARIA CINEMA E MÚSICA
RUA HADDOCK LOBO, 585 – SÃO PAULO – SP – BRAZIL
INTERNET ANTI-PIRACY UNIT
Telefone: +55 (11) 3061-1990x244
E-mail: anti-piracy@apcm.org.br
Bruno Henrique Tarelov: btarelov@apcm.org.br
Fone:


Fax: 55 11 30611221
Agradecemos a todos que de um jeito ou de outro, colaboraram para que nossas comunidades fossem tão populares. Valeu, gente!
A Moderação
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
y
ai grega, que saudade. =~~















