quinta-feira, 27 de agosto de 2009

História em Quadrinhos (Brasil, 1969), de Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Janela de Cinema terá 150 filmes


O novo festival de cinema acontecerá entre os dias 22 e 29 de outubro nas salas da Fundação e do Parque.

A 2ª edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife encerrou nos dia 1 e 10 de agosto as inscrições para as mostras competitivas internacional e brasileira com um total de 648 filmes inscritos, sendo 285 de países estrangeiros e 363 brasileiros.

O resultado da seleção está no site www.janeladecinema.com.br. A curadoria do festival é formada pelo crítico e cineasta Kleber Mendonça Filho, pela produtora Emilie Lesclaux (ambos organizadores do festival através da CinemaScópio Produções), pelo roteirista Luiz Otávio Pereira, pelo crítico de cinema Fernando Vasconcelos e pelo jornalista Rodrigo Almeida. O festival acontecerá entre os dias 22 e 29 de outubro deste ano, com sessões de cinema e debates no Cinema da Fundação e no Cine-teatro do Parque.

Durante o festival, cerca de 150 filmes brasileiros e estrangeiros serão exibidos, dentro das mostras competitiva brasileira e internacional de curtas-metragens, panorama de curtas com focos especiais e mostra não-competitiva de longas-metragens. O festival tem o patrocínio do Governo de Pernambuco através do 2º Edital do Audiovisual, lançado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Ao todo, foram inscritas obras audiovisuais de 39 países. Entre os países com maior número de inscrições para a seleção da mostra competitiva internacional estão (em ordem decrescente): França, Espanha, Alemanha, Argentina, Inglaterra, EUA, Israel e Bélgica.

Na mostra competitiva brasileira, 18 Estados estão representados com filmes a serem avaliados pelo festival. Os Estados com mais filmes inscritos foram (em ordem decrescente): São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará.

Até 20 de setembro, o festival continua recebendo inscrições de jovens universitários e/ou cinéfilos de Pernambuco que desejem participar da Janela Crítica. A oficina tem como objetivo introduzir ideias e conceitos relativos ao universo da crítica cinematográfica através de encontros com o jornalista e crítico de cinema Luiz Joaquim e exercícios práticos após sessões de cinema do festival. As críticas produzidas durante a oficina serão veiculadas no site do evento e os jovens participantes irão compor júri especial para eleger os melhores curtas nacionais e internacionais.Informações: 3341-4942.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Multiculturalismo domesticado


Ao longo de pelo menos quatro décadas, as indústrias cinematográficas dos Estados Unidos e em menor escala do Reino Unido apostaram na produção de filmes, cuja referência cultural estava atrelada intimamente aos centros econômicos, ainda que o consumo devesse acontecer - e acontecia - de maneira massiva em diferentes periferias do mundo. Os produtos audiovisuais vinham com uma capa de universalidade, baseando seus personagens nos arquétipos de Joseph Campbell, introduzindo-os numa história simples, mastigada, em que se traça tranquilamente um percurso do herói. No entanto, essa proposta deixou de ser o modelo exclusivo de negócios do cinema comercial, pois nos últimos anos, a posição etnocêntrica passou a compartilhar da expansão comercial baseada no multiculturalismo, movimento que fica bastante claro com Quem quer ser um Milionário (Reino Unido, 2008), dirigido pelo britânico Danny Boyle. A produção vencedora de oito Oscar faz uma releitura videoclíptica da estética dos filmes de bollywood – indústria de cinema da Índia – criando uma caricatura ocidental dos valores e símbolos de uma cultura subalterna. O interesse aqui é dar uma dimensão identitária que procura transpassar, no campo da imagem, tanto o ponto ideológico de onde se fez a leitura como do fenômeno lido, quase criando uma obra-fetiche que fala um pouquinho em hindi, que usa uma trilha sonora local e se vende dizendo que o roteirista até visitou o país asiático três vezes. Tudo numa cor extremamente saturada.

O filme acompanha através de constantes flashbacks, a jornada do jovem Jamal que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing, depois de passar por uma infância marcada por experiências, cômicas ou melodramáticas, de miséria e violência. O sonho do protagonista aparece alinhado ao princípio do capitalismo neoliberal, que coloca o sucesso como uma realização individualista, possibilitada exclusivamente graças a uma espécie hipócrita de perseverança. Na mesma pegada dos que se inscrevem no Big Brother como o grande projeto de suas vidas, numa mistura de ânsia financeira e vontade de se tornar uma celebridade, Jamal participa do popular programa de TV Quem Quer Ser um Milionário? e ainda que inicialmente seja um competidor desacreditado, vai encontrando respostas para as perguntas em fatos de sua vida. Plim, plim. Além da óbvia ironia da situação criada por Boyle,  colocando a pobreza quase como um dom do conhecimento, o perigo já não é o de negar as diferenças, mas o de apropriá-las de forma instrumental para referendar um autoridade colonial. A cultura indiana é “revelada” ao mundo pelos olhos dos ingleses, reforçando clichês e amadurecendo diferentes contornos de dominação. Afinal, trata-se de uma assimilação antropofágica despolitizada, fazendo o multiculturalismo se transformar numa mercantilização da alteridade, um empacotador de particularidades e, portanto, uma ferramenta contemporânea de reordenação e administração do consumo cultural a nível global.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Procrastinação

"De uma forma geral, pode-se presumir, na pseudo-atividade, uma necessidade represada de mudançass nas relações fossilizadas. Pseudo-atividade é espontaneidade mal orientada. Mal orientada, mas não por acaso, e sim porque as pessoas pressentem surdamente quão difícil seria para elas mudar o que pesa sobre seus ombros. Preferem-deixar-se desviar para atividades aparentes, ilusórias, para satisfações compensatórias institucionalizadas, a tomar consciência de quão obstruída está hoje tal possibilidade. Pseudo-atividades são ficções e paródias daquela produtividade que a sociedade, por um lado, reclama incessantemente e, por outro, refreia e não quer muito nos indivíduos. Tempo livre produtivo só seria possível para pessoas emancipadas, não para aquelas que, sob a heteronomia, tornaram-se heterônomas também para si próprias"


Theodor Adorno.
Tempo Livre

Oswald, meu caro

Amor não é Humor.
É Toxoplasmose.

(escrito em algum passado sem data)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fingimentos

O perigo de escrever é escrever o que se sente e o que não se sente e confundir uma coisa com a outra no meio do caminho, fazendo de ambas projeções, meias verdades sentimentais. Trata-se de uma zelig faca de dois gumes diante dos ensejos e vicissitudes de uma mente pueril. Fernando Pessoa já dizia isso de uma forma bem mais poética, mas nem poderia ser de outra maneira, afinal, ele é o poeta, enquanto que nós - e meio mundo precisa de dar conta disso -, nós só conversamos potoca.

Treinamento

Há pouco mais de uma semana, acordei com o rosto molhado e os dedos dos pés doloridos, algo que não me acontecia há vários anos, desde pirralha pra ser sincero, quando sonhei que estava perdido numa mina cheia de placas. Eu andava e espirrava e em cada uma das placas tinha escrito o nome de uma profissão. Depois de longos passeios tomado pela claustrofobia dos corredores estreitos e diante do desmoronamento lógico que me esperava - super na linha 'A Montanha dos Sete Abutres', do Billy Wilder - eis que terminava encontrando uma derradeira maldita placa e no desespero, antes de lê-la, decidia por ela. Nem paleontólogo, nem médico, nem astronauta. Pois é, paleontólogo era a primeira opção na época. 'Assassino' era o que tinha escrito. Acordei com o rosto molhado e os dedos dos pés doloridos. Nem preciso dizer que corri direto pra cama da minha mãe. Acontece que nem o sonho de criança, nem o sonho da semana passada se comparam com uma história que escutei no treinamento do Periódicos Capes. Lá estava eu só querendo saber como fazer a senha para ter acesso gratuito e irrestrito nas mais diversas revistas internacionais, acesso de casa, e não da universidade, quando finalmente a mulher, meio confusa consigo mesma e pouco íntima da interface, explicou mais ou menos o caminho. Ok, entendido, fui pro gmail, orkut, twitter, inutilidade, inutilidade, irrelevância, irrelevância, daí chegaram duas outras pessoas para o treinamento e a instrutora liberou os que já tinham pego o espírito da coisa. Um senhor ao fundo totalmente alheio a tudo que estava sendo dito permaneceu sentado. Eu estava no computador diametralmente oposto ao dele. Foi então que a instrutora resolveu começar com a nova turma pela senha e não pelos blábláblá de ensinar a usar um sistema de busca. Alow, conhecemos o google, pode pular essa parte. Enfim, ela chamou o senhor "professor de biologia" pra se aproximar. Não vou negar que o achei estranho, não só pelos olhos tristes, pelos cabelos desgrenhados, pela pochete feiosa, pela roupa-fiz-figuração-no-elo-perdido-e-não-saí-do-personagem', mas especialmente pelo sotaque estranhíssimo, pois não conseguia identificar de onde vinha, sequer se era nacional ou internacional, ou mesmo se era sotaque de fato ou um problema de dicção. Ok, o senhor era um verdadeiro e legítimo jungle oldman: o que não é problema pra mim, pois apesar de odiar a natureza, as aranhas e os insetos, sou amigo de Mário, rapaz bonito que passou um bom tempo desencontrado no meio da Amazônia.

Voltando ao que nos interessa, a instrutora pediu ao professor que se aproximasse e avisou que para fazer a senha no portal de periódicos era preciso ter o SIGA ativo. Todos enquanto alunos e professores da universidade obviamente tinham SIGA. Explicando bem rápido, além de dar muita dor de cabeça e gerar mil problemas quando você mais precisa, o SIGA é o sistema virtual da UFPE onde todos os alunos fazem a matrícula, conferem seus históricos escolares, notas, grades curriculares, horários; onde também os professores colocam os resultados, os nomes das disciplinas, os horários. Sacaram mais ou menos? Pois é, é isso. Daí o professor falou: "eu não tenho siga". Nessa hora meu ouvido ampliou para além de minha orelha (sem piadas por favor), porque é incompatível que um professor da UFPE seja professor de fato e não tenha SIGA. Daí a instrutora bem boazinha e calminha, boazinha e calminha como geralmente são todas as bibliotecárias, falou que ele precisava falar com o pessoal do departamento pra adiantarem o SIGA dele. Ninguém queria saber mais do treinamento, havia algo de mais importante ali. Daí o professor começou um relato constrangido, afirmando que os professores companheiros de departamento não gostavam dele, que muitos sequer falavam com ele. O constrangimento era dele e a fraqueza do constrangimento nossa. Continuou dizendo que não era bom com computador, internet, que o chefe do departamento simplesmente dava o papel das disciplinas do semestre e, ao final, a secretária pegava o papel com as notas de volta. Tudo sem troca de palavras. Sério, eu fiquei meio emocionado, inclusive por culpa diante de meu olhar primeiro, apesar de que outsider, outsider, essa história pessoal já era demais. Ai de quem pensa na universidade como o templo dos bons modos e da ilustração. A instrutora, claramente passada e não só ela, sem saber se voltava pro treinamento, se enfiava a cabeça no monitor, disse desorientada que ele podia ir na biblioteca, só que logo depois se deu conta que na biblioteca ele nunca que ia fazer o SIGA. De fato, isso só seria resolvido no departamento. Ele achou que ela não tinha entendido e repetiu a história, enfatizando que não saberia fazer isso sozinho, que não era bom de computador, que não tinha computador em casa. A mulher querendo quebrar o gelo falou que também não tinha, que usava o do sobrinho. Foi a deixa: ele começou a ficar meio nervoso e disse que não podia pedir a filha até porque a filha tinha asco dele. Eu fiquei meio em estado de choque. Todos na sala. Depois do silêncio sepulcral, ele soltou a máxima do dia: "Ninguém fala comigo lá. É que eu sou leproso. Quando se tem lepra, é foda. Eu tenho um fedor que faz com que as pessoas não se aproximem de mim. Eu só posso feder muito. Muito mesmo. Desde que eu cheguei nessa cidade há vinte anos, eu nao paro de feder". Não se enganem, REALMENTE o fedor era uma metáfora. A mulher sem saber o que fazer mandou ele procurar o reitor, só o reitor poderia resolver o caso. Momento climãão instaurado e eu como um bom covarde, antes que ele continuasse a história, fugi da sala pensando como meu dia-a-dia só faz me confirmar que o mundo é um grande lixão cheio de urubus. Voltei pra casa péssimo. Só melhorou um pouco quando passei no laguinho e vi duas beldades tirando a camisa e fazendo contorcionismo na grama. Ainda bem que consigo curar tristeza profunda com um circo de corpos quaisquer.

sábado, 18 de julho de 2009

Mudando

Desde 2005 tenho o meu celular atual, isso quer dizer que fazem exatamente quatro anos que uso o mesmo aparelho e que, de fato, ele já está todo fudido, mas também significa dizer que acompanhei todo processo, dele deixar de ser modernoso-metidinho porque tinha câmera pra se tornar desprezível-atrasadinho por só ter câmera. Devo admitir que criei uma espécie de laço afetivo, especialmente por conta da tal câmera, único modo de registro da minha vida ao longo de todos esses anos e por conta do gravador de voz, que sozinho captou duas ou três das conversas mais impagáveis da vida. Lellye que o diga. Meu celular tinha um timing autônomo. Sem contar que desde que o comprei não aconteceu de eu ser assaltado, o que merece uma menção, afinal de contas, moramos em Recife, onde ser assaltado é, para as criaturas da noite, tão comum quanto comprar pão na esquina. Só em 2004 tive três aparelhos, um dos quais não durou um mês da compra ao furto. Furto ridículo, por sinal, dentro do Chevrollet Hall. Bem que eu mereci por ter pago tão caro por um show tão bosta e que passei maior parte do tempo num orelhão ligando pra 'oi'. Acontece que os tempos mudaram, ganhei um celular novo super foda, mil funções, que obviamente nem sei mexer direito. Admito: estou com dificuldade de me livrar do antigo e sinto que vou ser assaltado logo logo, sinto o peso de estar andando com algo de valor. Isso funciona como um obstáculo ao meu espírito de flanar na cidade. É como se fosse a volta da típica paranóia recifense que todos nós deveríamos superar. Saco. Só gosto de medo quando é fobia. Então, pra marcar a nostalgia dos tempos sem medo, vou fazer uns posts com algumas das últimas fotos que tirei no antigo celular:







segunda-feira, 13 de julho de 2009

Descobrindo o mundo

Acho que eu descobri o que era o capitalismo, quando, ainda bem pequeno, me dei conta que o Hiper Bompreço era a junção de 'hiper', 'bom' e 'preço' e que era mentira.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Be Kind Rewind

Às vezes desejo secretamente que a vida devia se configurar como um DVD, de forma que, quando completássemos dezoito anos, ganhássemos como prova da idade um controle remoto com lindos botões rewind and forward, nos dando a abertura de transitar por todos os nossos anos, rememorando a melhor trepa e nos arriscando a descobrir o nosso leito de morte. Talvez o excesso de viagens para frente e para trás, além de nos causar o enjôo típico da incerteza, além de nos confundir as emoções e de nos tornar existencialmente atemporais, terminaria se solidificando enquanto um longo tédio rotineiro e firmando permanentemente a resolução do porquê vivemos no, e devemos ao, presente. Não me parece ser por acaso. Ainda assim, fico com um sorriso distante só de pensar na possibilidade de acelerar a dor – sentindo-a mais intensamente numa durabilidade menor; na praticidade de mudar o ângulo de visão, brincar com o zoom – entendendo os pontos-de-vista que nos escapam, os contextos que não nos pertencem, as distâncias e aproximações. Parece um vício dos bons: pensem no prazer quadro a quadro – descobrindo o gozo de cada segundo, resgatando um sentido a cada gesto; na vontade sincera e justa de pular capítulos inteiros, pausar momentos de dúvida extrema, viver o mesmo frio na espinha uma centena de vezes. A velhice me parece ser a superação deste desejo: desejo de quem carrega uma juventude amada que começa a pesar e desejo de quem olha para frente sem olhos de farol. Por ora, na encruzilhada dos vinte e poucos anos, bem que a vida poderia ser cheia de funções técnico-afetivas, nem que fosse uma breve alienação de nós a nós mesmos, de nós em nós mesmos, afinal, a única função de DVD que nos resta enquanto seres humanos donos de nosso destino e condicionados por nossa realidade é a do botão eject. Nada mais. Ao menos, os anos têm passado, vinte quatro deles, e o único botão do controle tem se mantido intacto. Deve ser o sinal de alguma fé na humanidade. Quem diria.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Back to the Future

Existem alguns filmes que foram feitos entre mil novecentos e lá vai bolinha e segundos minguados de dois mil e pouco, mas que inquestionavelmente parecem ser de algum estranho ano que ainda está por vir ou mesmo de algum lugar que jamais imaginamos existir. As Harmonias de Werckmeister - sua fotografia em preto e branco, seus planos intermináveis, sua baleia no meio da praça de algum vilarejo húngaro - é um deles.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Béla Tarr no Cineclube Dissenso!

Caros,

neste sábado (20), às 14h, daremos continuidade as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Para quem ainda não teve a oportunidade de participar de uma das sessões anteriores, a ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade. Contemplaremos dessa vez uma das peças-chave do cinema europeu contemporâneo: o cineasta húngaro Béla Tarr. Conhecido pela lendária obra-prima de sete horas e meia Satantango (1994), Béla Tarr tem nos apresentado nas últimas décadas um universo cinematográfico extremamente pessoal e desafiador. A sessão contará com a exibição de um de seus filmes mais recentes, As Harmonias de Werckmeister (2000), um misterioso retrato de uma pequena cidade do interior da Hungria transformada com a chegada de uma baleia gigante empalhada.

Dissenso - O Cineclube Dissenso surgiu a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.

A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.

SERVIÇO:

As Harmonias de Werckmeister (Béla Tarr, 2000, Hungria)

Sábado, 20 de junho, às 14h

Cinema da Fundação

Entrada Franca

Mais informações:

Rodrigo Almeida - 91684304

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jogatina Sentimental

“Nunca podemos recuperar totalmente o que foi esquecido. E talvez seja bom assim. O choque do resgate do passado seria tão destrutivo que, no exato momento, forçosamente deixaríamos de compreender nossa saudade. Mas é por isso que a compreendemos, e tanto melhor, quanto mais profundo jaz em nós o esquecido.”

Walter Benjamin, Rua de Mão Única, P. 104/105

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Troquem as cornetas!

Alguém podia avisar aos torcedores lá da África do Sul que esse barulho de abelha zunindo nos jogos da Copa das Confederações é insuportável?

Agradecido.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

crises antecipadas de meia-idade

Tenho medo que envelhecer seja a substituição do deslumbramento pelo conhecimento.

Contando

Eu sempre achei que a melhor maneira de medir o amor fosse a saudade e que a saudade vinha da simples vontade de compartilhar uma faísca de mundo com alguém. Às vezes vontade incontrolável, dependência assumida, simbiose desconcertante. É como se a vivência só se tornasse completa, por mais extraordinário que fosse o momento, ao contarmos, quase como revivendo, uma bela historia em um ouvido amigo. Só que quando a saudade acaba, o amor acaba, as histórias somem, novos ouvidos se erguem no ar e, depois de um tempo, começa tudo de novo. O melhor é que podemos voltar a contar as velhas histórias como novas. Não quero falar, por ora, das mágoas, um dia elas chegam, mas não agora e vou acabar o post pela metade ou isso pode ser musicado um dia e parar num voz e violão por aí.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Mais dissenso!


Seguindo a parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o Cineclube Dissenso realiza neste sábado (13), às 14h, mais uma sessão de filmes seguida por debate aberto ao público. Com entrada gratuita, a sessão contará com a exibição dos filmes Ako (1965), média-metragem representante do que se convencionou chamar de nouvelle vague japonesa e Otoshiana (1962), produções de Hiroshi Teshigahara (1927-2001). Otoshiana marca a trajetória cinematográfica de Teshigahara por ser sua primeira parceria firmada com o escritor/roteirista Kobo Abe, com quem viria a desenvolver A Mulher das Dunas, filme já exibido no Cineclube e considerado a obra-prima do diretor japonês.

A ideia, que é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, contempla dessa vez esse mestre do cinema oriental ainda pouco conhecido por aqui. Teshigahara se distingue na cinematografia japonesa como uma voz que soube, como poucas, aliar suas intenções estéticas com uma preocupação social que refletisse as condições da população de seu país, importando-se com a manutenção da identidade individual.

Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.

A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.

SERVIÇO:

Ako (Hiroshi Teshigahara, 1965, Japão)

Otoshiana (Hiroshi Teshigahara, 1962, Japão)

Sábado, 13 de junho, às 14h

Cinema da Fundação

Entrada Franca

Mais informações:

Rodrigo Almeida

9168-4304

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ovelhas Negras

É sempre bom admitir nossos próprios clichês. A gente tenta desviar uma, duas, quinze vezes, mas nem sempre dá para fugir deles apenas na mandinga. Os clichês são espertos e grudam - quase como óleo quente saído de uma panela de batata frita. Daí chega uma hora que é melhor sentar, relaxar o pescoço endurecido e colocá-los, aos pares, em cima da mesa. É incrível como sempre surto nos sonhos quando resolvo dormir lendo Caio Fernando Abreu. Depois acordo, sinto que se ele não existisse, eu poderia ter alguma relevância e curar metade dos meus problemas estima. Não fico triste. Pelo contrário. Ele me enche de vida noturna como se minhas vísceras pulsassem, algo parecido com o que me aconteceu quando estava lendo Secreções, excreções e desatinos, do Rubem Fonseca. Minhas noites tranquilas na cama mais pareciam noitadas loucas na Augusta.

Festas

A pior parte de estar em uma festa onde você é o eixo que une os diferentes grupos, não vou falar do lado bom, não quero me perder no inumerável, é que quando morga a tal festa e chega a hora de decidir o destino seguinte, cada um dos grupos defende sua sugestão a ferro e fogo, usa de toda chantagem emocional cabível, lembra daquelas promessas de maio e o eixo, ou você, se sente como um corpo esquartejado que não foi cortado em pedaços suficientemente pequenos.

Dessa maneira os canos terminam entupidos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eu quero mais é release!


Neste sábado (06), às 14h, tem início as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As sessões, com entrada gratuita, serão realizadas semanalmente no Cinema da Fundação e seguidas por debate aberto ao público. A ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade.

Em sua primeira semana, serão exibidos o curta Esse Filme Deve Ser Visto no Cinema, do pernambucano Chico Lacerda, e Benny´s Video, do diretor austríaco Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes esse ano e se tratando de Haneke é melhor não cairmos na sinopse para não estragar a surpresa.

Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.

A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.

SERVIÇO:

Benny´s Video (Michael Haneke, 1992, Áustria)

Este Filme Tem Que Ser Visto no Cinema (Chico Lacerda, 2009, Brasil)

Sábado, 06 de junho, às 14h

Cinema da Fundação

Entrada Franca


Mais informações:

Rodrigo Almeida - 9168-4304
dissenso@gmail.com

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O único problema de amigos de mundos diferentes namorarem é que sempre um amigo termina devorando o outro na relação de amizade com você, de forma que, no final das contas, só resta um amigo pra contar história. É inevitável, fazer o que?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

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E falando em bancos, não a toa estas empresas são sempre as primeiras a associarem suas ações e sua marca com o discurso emergencial que domina e sensacionaliza os corações e mentes ao redor do planeta. Pode notar como todos vão nessa mesma linha, como isso acontece em nível transnacional e como tem o intuito de colocar o banco em consonância com as supostas demandas urgentes da humanidade. Se o assunto que domina é o aquecimento global, o banco é o banco que protege o planeta, que a cada conta aberta, planta uma árvore e que luta mais que o greenpeace pela proteção das baleias. Se o assunto é a crise econômica, aí se torna o banco que vai dar sustentabilidade financeira ao longo da sua vida, o banco que tem planejamento, o banco que quando tudo - inclusive os bancos - falirem, vai continuar ali do seu lado, firme e forte segurando a sua mão.

Pior que eu admiro essa perspicácia de terceira.

sábado, 30 de maio de 2009

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Eu ando me chocando muito fácil nessa vida, mas propagandas de banco com crianças têm me chocado em especial.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

QUE?

Como assim demora UM ANO E MEIO para o diploma de formado ficar pronto depois que você dá entrada com todos os trezentos e quarenta e dois milhões de documentos?

Isso é culpa da UFPE, do MEC, MINHA, de QUEM?

Ainda bem que a mulher disse que se o pedido tivesse caráter de urgência (?), bastava acrescentar uma justificativa "boa" aos documentos, que se fosse aprovada pela comissão, o diploma sairia entre dois e três meses "no máximo".
Ok, aceito sugestões.

terça-feira, 26 de maio de 2009

=D

Nada como estar usando um computador da lan house quando chega o homem da celpe para cortar a luz.

Revista Quem

Eu sempre achei que ia ver o Galvão Bueno ficar gagá na frente das câmeras ao ponto do constragimento se tornar insustentável (ok, já é), resultando na retirada dele do ar diretamente para o retiro dos artistas. É que adoro ver vídeos do youtube ao vivo na TV. Mas eita, o retiro dos artistas é só pra artistas (sic) e figurantes né? Pois então, não sei para onde a Rede Globo manda os comentaristas, narradores, pregos e afins quando eles não possuem mais utilidade comercial e nem o seu zé da pinga ali da esquina quer consumi-los. Como tirar de cena a inutilidade de pele viva cobrindo os ossos? E não sou eu quem diz: envelhecer cercado de câmeras é realmente cruel, não duvidem. Acho inclusive que tem muito pretenso ator desses secundários cuja a vida não é outra coisa senão segurar o cu na mão todos os dias temendo o esquecimento. Vejam só pelo que o povo se passa. Tem programas especialmente criados só para os futuros residentes da casa dos artistas. Às vezes eu tenho pena. Não hoje. Para falar a verdade, eu ainda espero presenciar momentos em que o Galvão se confirme como senil, e falo isso para além dos comentários senis dele de sempre, mas não podia imaginar que esse constrangimento profético iria acontecer primeiro com o Sílvio Santos. Logo o Sílvio. Tudo bem que ele sempre humilhou sua platéia, seus convidados, armou o circo jogando dinheiro e de certa forma eu admirava o jogo de manipulação em que ele envolvia suas presas, mas convenhamos que ele perdeu o controle e eu perdi a aposta. Achava que seria o Galvão. E a Hebe não conta, porque se fosse pra internar já era pra ter feito isso há muito tempo.

Eita, tem a Suzana Vieira que, segundo a própria, não envelhece.

Surpresas da TV Brasil - 2

Superstição, do Alan Sieber, iria ou irá fazer parte de um longa chamado "Odeio o Pereio" ou "Odeio o Paulo César Pereio", onde diversas pessoas, de diversos campos diferentes seriam convidadas só para falar mal do famoso ator diante de uma câmera. Segundo o diretor, o material é bem vasto, apesar de que as pessoas que mais odeiam o Pereio tenham se recusado a participar do projeto, porque acreditam que mesmo falando mal, a obra terminaria se transformando em uma homenagem. E homenagem ao Pereio, jamais.


Surpresas da TV Brasil - 1


A TV Brasil tem me surpreendido para o bem. Primeiro teve um dia que eu tava lá de bobeira no sofá de casa e de repente passou "O menino da calça branca", de 1961, o primeiro curta do Sérgio Ricardo, que integra, junto a três outros curtas, um projeto chamado "Quatro contra o mundo". Não vi os outros e vai ser difícil vê-los - nunca tinha sequer escutado falar - mas sei que esse Sérgio Ricardo, que foi homenageado pelo Festival do Filme Livre desse ano, é mais conhecido por sua música que por seu trabalho no cinema, especialmente porque ele foi responsável pela trilha sonora do cânone "Deus e o Diabo na Terra do Sol", do Glauber Rocha. O Sérgio Ricardo é um cara cheio do préstigio e estou aqui só pra aumentar um pouco esse prestígio, porque desde Muro não ficava tão abismado com um curta - ambos me tocaram da forma profunda o suficiente para não saírem da minha cabeça por muito tempo ou talvez pra sempre. Sem contar que vale dizer que costumo retomar momentaneamente a minha fé na humanidade quando fico emocionado com algo sincero que passa na televisão e não é a matéria de transplante de órgãos do Fantástico ou alguma propaganda fofa e cretina da coca cola. Depois essa sensação passa e eu volto a ser o velho pessimista de sempre. Sobre o curta, não posso ignorar que a fotografia em preto e branco é linda, talvez uma das mais bonitas que eu tenha visto e não a toa: a maioria dos curtas brasileiros do início da década de 60, Aruanda, por exemplo, possuem uma fotografia de uma luz muito própria, como se saída do hipersaturado Rio 40 Graus em direção ao suposto naturalismo controlado do Cinema Novo. Não dá pra saber direito se o punctum é justamente o controle ou descontrole. Por sinal, o diretor de fotografia, Dib Lufti - irmão do Sérgio Ricardo, viveu esse processo muito bem, trabalhou com o Eduardo Coutinho no início da carreira do documentarista, foi operador de câmera em Terra em Transe, trabalhou em inúmeros filmes do Arnaldo Jabor, Nelson Pereira dos Santos, entre outros, apesar de hoje participar de iniciativas toscas de pretensão, direção e interpretação duvidáveis como é Juventude, do Domingos de Oliveira. Todo mundo envelhece um dia e não estou falando dos anos concretos. Manoel de Oliveira, aquele jovem, que o diga.

Mas voltando rapidamente ao "Menino da Calça Branca", além da fotografia, fiquei especialmente comovido com a espontaneidade do garoto, cujas andanças, expressões e brincadeiras nas ruas, acompanhada e registrada por uma segunda andança, a da câmera, nem sempre na mesma direção, me transportou completamente a um imaginário da infância e não necessariamente da minha infância. Senti o onírico, mas não o nostálgico - que, na verdade, seria um nostálgico inventado, daqueles quando nós, na linha jovens de menos de 30 anos, buscamos um 1968 no baú de lembranças. Pois é, nesse caso não rolou identificação: nem de fato, nem inventada. Talvez justamente esse distanciamento entre a minha infância e a infância do garoto tenha facilitado e inocentado minha entrada na diegese proposta, sem que eu, interferisse com a minha própria diegese. Sem contar que ver o Ziraldo de surpresa na tela me encheu de uma alegria inexplicável. É isso aí, inexplicável. Pra não dizer que não falei das sinopses, basicamente a história se foca em um menino do morro que ganha de natal uma calça branca - algo que parecia esperar há tempos - e toma aquele presente como uma transformação imediata em sua vida de menino do morro. Eis que então desce ao asfalto, todo cuidadoso para não se melar e imita o mundo dos adultos de calças brancas: os gestos, a forma de andar, de se portar e estar no mundo. A narrativa é muito simples e fofa - e sei que essas palavras não seriam as ideais - mas a escolha de colocar um final triste funciona muito como o despertar de um sonho por um soco na porta do quarto: a bola bate na lama, a lama bate na calça branca e o menino volta pro morro. Daí pra ficar emotivo é um passo, especialmente pela percepção da influência do Sérgio Ricardo enquanto compositor sobre o Sérgio Ricardo diretor, algo que dita um ritmo onde o visual parece seguir uma direção auditiva. Obviamente esse processo ganha força e se aperfeiçoa através da edição realizada pelo mestre Nelson Pereira dos Santos. Acho que não é clichê dizer que essa sua criação audiovisual - e imagino que as outras também dada sua trajetória - se interliga simbioticamente com a criação musical. Dessa forma, nem preciso dizer que existe a música "o menino da calça branca". O curta recebeu o prêmio 'Berimbau de prata' no I Festival de Cinema da Bahia em 1962. Berimbau de prata, minha gente?

o_O

A Bahia às vezes me mata de vergonha.

Daí terminou o filme e vi na propaganda que na sequência ia passar Serras da Desordem, do Andrea Tonacci, uma das produções brasileiras de maior provocação estética sobre o que é, não é, não é mais, foi e será a linguagem audiovisual, especialmente do documentário. Se não tivesse com tanto sono, topava na boa pela terceira vez.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

=O

Acordo, lembro que é dia das mães, coloco um café no fogo, agradeço ao cosmos por ter comprado um presente e por ter dormido tão bem, ligo a TV. Programa da Ana Maria Braga e automaticamente meu humor começa a desaparecer até sumir completamente quando me dou conta que a convidada é uma mãe que, aos prantos, contava como perdeu o filho:

"Então, ganhei a cabeça do meu filho como presente de dias das mães. A cabeça foi encontrada a quarenta metros do corpo. Quarenta metros. Quarenta metros, você sabe o que é isso?".

Fiquei passado com o mau gosto na escolha do convidado para um programa matinal e se é para ter classificação indicativa na televisão aberta, sem dúvida o programa da Ana Maria teria de ser o primeiro a perder seu posto de 'recomendado para todas as idades'. Acho barra.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Destino

Provavelmente vão tirar do ar logo logo como tudo de mais legal nesse mundo do youtube, mas eu achei que essa animação - procurem sobre ela na internet - valia tão a pena que resolvi arriscar. Eu também quis dar as caras por aqui, dizer que não estou morto e registrar que o meu notebook, depois de dezessete dias úteis, continua na assistência técnica. Odeio a Positivo. E sim, a dica do vídeo foi do Osvaldo.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Refilmagem e Continuação

Esqueci de dizer que fui ver Star Trek do J.J. Abrams, bem receoso porque sempre fui mais da turma do Star Wars e tenho ambivalências com Lost, e vi o trailer de Tranformers 2, o trailer de Uma Noite no Museu 2, além do de Exterminador do Futuro não sei quanto - parei no dois, apesar de ter visto o três - e quando cheguei em casa, bem em dúvida se tinha gostado do filme ou se ele só valia por alguns efeitos especiais em algumas cenas específicas, e eis que estava passando American Pie 5. Caralho, fico meio besta como é pastiche pra tudo que é lado. Ok que a balela da maioria dos filmes mega-hiper-super-comerciais continua a mesma das últimas décadas - independente se franquias 'novas', refilmagens ou continuações - mas, sei lá, mudar o título vez ou outra bem que poderia ser um ótimo começo.

Viva Joseph Campbell e os arquétipos universais.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Saco

É um saco quando você, depois de toda dificuldade, tenta esvaziar o ego numa ação simples e as pessoas entendem seu movimento justamente como uma jogada de ego. Sério mesmo, fico me perguntando de que vale ser simpático e de que adianta happy go-luckyzar a vida se o seu estereotipo já foi traçado e esculpido em mármore chinês. Isso é para eu aprender bem, porque sempre que eu bebo e converso com deus e o mundo, da velha dos cachorros ao vendedor de jujuba, faço mil amigos de uma noite, não adianta dar uma de Poppy, pois acordo praticando a amnésia induzida e querendo colocar uma máscara dos smurfs no rosto. E coloco.

Ao menos a Sally Hawkins entrou no meu coração.

domingo, 10 de maio de 2009

Pose

Tenho que combinar que gostaria de demonstrar minhas fraquezas com mais orgulho e menos vergonha, afinal numa dança com a presença de tantas forças de plástico, parece-me desnecessário acreditar numa ditadura da impavidez.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Afastamento

As coisas vão se desfazendo, perdendo o enlace e você só se dá conta quando já está tudo destruído.

Twitter

Aí hoje eu pensei em finalmente me render e fazer uma conta no twitter, só pra poder dar vazão a todas as bostas de pensamentos que passam na minha cabeça e pra poder olhar os twitters protegidos, mas imaginei como problema número 1, que já existia uma conta com o nome 'rodrigoalmeida'. Fui olhar e óbvio que existia. Pelo menos fez bem danado ao meu ego, porque eu acho que sou um rodrigoalmeida bem mais legal que esse e assim sendo, vou continuar outsider que é o melhor que eu faço.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Face/Off

Tenho de admitir que no final das contas sou super careta mesmo - talvez até mais careta que a Leila Lopes - mas é que se tem algo que me choca nesse mundo é uma coisa chamada transplante de face. Botox, plástica, queixo novo, nariz novo, orelha cortada, dente de ouro, tudo isso eu já me acostumei, mas transplante de face ainda me deixa de boca aberta sem reação. Sinto-me meio velho por isso. Sem contar que no pacote desse pensamento ainda me lembro daquele filme péssimo que o John Travolta troca de rosto com o Nicolas Cage e ambos assumem para todo sempre a decadência de suas carreiras.

As Manchetes e a Criatividade