quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Janela de Cinema terá 150 filmes
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Multiculturalismo domesticado
Ao longo de pelo menos quatro décadas, as indústrias cinematográficas dos Estados Unidos e em menor escala do Reino Unido apostaram na produção de filmes, cuja referência cultural estava atrelada intimamente aos centros econômicos, ainda que o consumo devesse acontecer - e acontecia - de maneira massiva em diferentes periferias do mundo. Os produtos audiovisuais vinham com uma capa de universalidade, baseando seus personagens nos arquétipos de Joseph Campbell, introduzindo-os numa história simples, mastigada, em que se traça tranquilamente um percurso do herói. No entanto, essa proposta deixou de ser o modelo exclusivo de negócios do cinema comercial, pois nos últimos anos, a posição etnocêntrica passou a compartilhar da expansão comercial baseada no multiculturalismo, movimento que fica bastante claro com Quem quer ser um Milionário (Reino Unido, 2008), dirigido pelo britânico Danny Boyle. A produção vencedora de oito Oscar faz uma releitura videoclíptica da estética dos filmes de bollywood – indústria de cinema da Índia – criando uma caricatura ocidental dos valores e símbolos de uma cultura subalterna. O interesse aqui é dar uma dimensão identitária que procura transpassar, no campo da imagem, tanto o ponto ideológico de onde se fez a leitura como do fenômeno lido, quase criando uma obra-fetiche que fala um pouquinho em hindi, que usa uma trilha sonora local e se vende dizendo que o roteirista até visitou o país asiático três vezes. Tudo numa cor extremamente saturada.
O filme acompanha através de constantes flashbacks, a jornada do jovem Jamal que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing, depois de passar por uma infância marcada por experiências, cômicas ou melodramáticas, de miséria e violência. O sonho do protagonista aparece alinhado ao princípio do capitalismo neoliberal, que coloca o sucesso como uma realização individualista, possibilitada exclusivamente graças a uma espécie hipócrita de perseverança. Na mesma pegada dos que se inscrevem no Big Brother como o grande projeto de suas vidas, numa mistura de ânsia financeira e vontade de se tornar uma celebridade, Jamal participa do popular programa de TV Quem Quer Ser um Milionário? e ainda que inicialmente seja um competidor desacreditado, vai encontrando respostas para as perguntas em fatos de sua vida. Plim, plim. Além da óbvia ironia da situação criada por Boyle, colocando a pobreza quase como um dom do conhecimento, o perigo já não é o de negar as diferenças, mas o de apropriá-las de forma instrumental para referendar um autoridade colonial. A cultura indiana é “revelada” ao mundo pelos olhos dos ingleses, reforçando clichês e amadurecendo diferentes contornos de dominação. Afinal, trata-se de uma assimilação antropofágica despolitizada, fazendo o multiculturalismo se transformar numa mercantilização da alteridade, um empacotador de particularidades e, portanto, uma ferramenta contemporânea de reordenação e administração do consumo cultural a nível global.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Procrastinação
Theodor Adorno.
Tempo Livre
Oswald, meu caro
É Toxoplasmose.
(escrito em algum passado sem data)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Fingimentos
Treinamento
sábado, 18 de julho de 2009
Mudando




segunda-feira, 13 de julho de 2009
Descobrindo o mundo
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Curta?
Só lembrei de Mufasa.
(dica de mário)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Be Kind Rewind
domingo, 5 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Back to the Future
domingo, 21 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Béla Tarr no Cineclube Dissenso!
Caros, neste sábado (20), às 14h, daremos continuidade as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Para quem ainda não teve a oportunidade de participar de uma das sessões anteriores, a ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade. Contemplaremos dessa vez uma das peças-chave do cinema europeu contemporâneo: o cineasta húngaro Béla Tarr. Conhecido pela lendária obra-prima de sete horas e meia Satantango (1994), Béla Tarr tem nos apresentado nas últimas décadas um universo cinematográfico extremamente pessoal e desafiador. A sessão contará com a exibição de um de seus filmes mais recentes, As Harmonias de Werckmeister (2000), um misterioso retrato de uma pequena cidade do interior da Hungria transformada com a chegada de uma baleia gigante empalhada.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surgiu a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
As Harmonias de Werckmeister (Béla Tarr, 2000, Hungria)
Sábado, 20 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida - 91684304terça-feira, 16 de junho de 2009
Jogatina Sentimental
Walter Benjamin, Rua de Mão Única, P. 104/105
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Troquem as cornetas!
Agradecido.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
crises antecipadas de meia-idade
Contando
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Mais dissenso!

A ideia, que é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, contempla dessa vez esse mestre do cinema oriental ainda pouco conhecido por aqui. Teshigahara se distingue na cinematografia japonesa como uma voz que soube, como poucas, aliar suas intenções estéticas com uma preocupação social que refletisse as condições da população de seu país, importando-se com a manutenção da identidade individual.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
Ako (Hiroshi Teshigahara, 1965, Japão)
Otoshiana (Hiroshi Teshigahara, 1962, Japão)
Sábado, 13 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida
9168-4304terça-feira, 9 de junho de 2009
Ovelhas Negras
Festas
Dessa maneira os canos terminam entupidos.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Eu quero mais é release!

Neste sábado (06), às 14h, tem início as atividades do Cineclube Dissenso em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As sessões, com entrada gratuita, serão realizadas semanalmente no Cinema da Fundação e seguidas por debate aberto ao público. A ideia é sempre apresentar obras raras, de difícil acesso e ausente do circuito exibidor, criando mais uma opção aos amantes do cinema na cidade.
Em sua primeira semana, serão exibidos o curta Esse Filme Deve Ser Visto no Cinema, do pernambucano Chico Lacerda, e Benny´s Video, do diretor austríaco Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes esse ano e se tratando de Haneke é melhor não cairmos na sinopse para não estragar a surpresa.
Dissenso - O Cineclube Dissenso surge a partir da criação do Blog Dissenso (www.dissenso.wordpress.com), parte do projeto de conclusão de curso de um de seus integrantes. A intenção era discutir a crítica cinematográfica e estimular um ambiente de debate cinéfilo, permeado pela coexistência de distintos discursos. O que começou como reuniões despretensiosas entre cinéfilos, tomou proporções maiores e se firmou como um novo espaço cineclubista entre estudantes de diversos cursos da UFPE.
A única premissa compartilhada internamente era a de que as obras escolhidas tivessem algum caráter provocativo, não fossem facilmente encontradas em qualquer prateleira de locadora e, de preferência, não possuíssem comercialização oficial no país. Formou-se assim o cineclube, que em quase um ano de existência assumiu uma clara preferência por projetos estéticos incomuns e diversos, em ciclos marcados pelas diferentes referências e repertórios cinematográficos de seus integrantes, em uma curadoria colaborativa que agrega vozes e olhares dissonantes.
SERVIÇO:
Benny´s Video (Michael Haneke, 1992, Áustria)
Este Filme Tem Que Ser Visto no Cinema (Chico Lacerda, 2009, Brasil)
Sábado, 06 de junho, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada Franca
Mais informações:
Rodrigo Almeida - 9168-4304
dissenso@gmail.com
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
..
Pior que eu admiro essa perspicácia de terceira.
sábado, 30 de maio de 2009
.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
QUE?
Isso é culpa da UFPE, do MEC, MINHA, de QUEM?
terça-feira, 26 de maio de 2009
=D
Revista Quem
Eita, tem a Suzana Vieira que, segundo a própria, não envelhece.
Surpresas da TV Brasil - 2
Surpresas da TV Brasil - 1

Mas voltando rapidamente ao "Menino da Calça Branca", além da fotografia, fiquei especialmente comovido com a espontaneidade do garoto, cujas andanças, expressões e brincadeiras nas ruas, acompanhada e registrada por uma segunda andança, a da câmera, nem sempre na mesma direção, me transportou completamente a um imaginário da infância e não necessariamente da minha infância. Senti o onírico, mas não o nostálgico - que, na verdade, seria um nostálgico inventado, daqueles quando nós, na linha jovens de menos de 30 anos, buscamos um 1968 no baú de lembranças. Pois é, nesse caso não rolou identificação: nem de fato, nem inventada. Talvez justamente esse distanciamento entre a minha infância e a infância do garoto tenha facilitado e inocentado minha entrada na diegese proposta, sem que eu, interferisse com a minha própria diegese. Sem contar que ver o Ziraldo de surpresa na tela me encheu de uma alegria inexplicável. É isso aí, inexplicável. Pra não dizer que não falei das sinopses, basicamente a história se foca em um menino do morro que ganha de natal uma calça branca - algo que parecia esperar há tempos - e toma aquele presente como uma transformação imediata em sua vida de menino do morro. Eis que então desce ao asfalto, todo cuidadoso para não se melar e imita o mundo dos adultos de calças brancas: os gestos, a forma de andar, de se portar e estar no mundo. A narrativa é muito simples e fofa - e sei que essas palavras não seriam as ideais - mas a escolha de colocar um final triste funciona muito como o despertar de um sonho por um soco na porta do quarto: a bola bate na lama, a lama bate na calça branca e o menino volta pro morro. Daí pra ficar emotivo é um passo, especialmente pela percepção da influência do Sérgio Ricardo enquanto compositor sobre o Sérgio Ricardo diretor, algo que dita um ritmo onde o visual parece seguir uma direção auditiva. Obviamente esse processo ganha força e se aperfeiçoa através da edição realizada pelo mestre Nelson Pereira dos Santos. Acho que não é clichê dizer que essa sua criação audiovisual - e imagino que as outras também dada sua trajetória - se interliga simbioticamente com a criação musical. Dessa forma, nem preciso dizer que existe a música "o menino da calça branca". O curta recebeu o prêmio 'Berimbau de prata' no I Festival de Cinema da Bahia em 1962. Berimbau de prata, minha gente?
o_O
A Bahia às vezes me mata de vergonha.
Daí terminou o filme e vi na propaganda que na sequência ia passar Serras da Desordem, do Andrea Tonacci, uma das produções brasileiras de maior provocação estética sobre o que é, não é, não é mais, foi e será a linguagem audiovisual, especialmente do documentário. Se não tivesse com tanto sono, topava na boa pela terceira vez.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
=O
"Então, ganhei a cabeça do meu filho como presente de dias das mães. A cabeça foi encontrada a quarenta metros do corpo. Quarenta metros. Quarenta metros, você sabe o que é isso?".
Fiquei passado com o mau gosto na escolha do convidado para um programa matinal e se é para ter classificação indicativa na televisão aberta, sem dúvida o programa da Ana Maria teria de ser o primeiro a perder seu posto de 'recomendado para todas as idades'. Acho barra.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Destino
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Refilmagem e Continuação
Viva Joseph Campbell e os arquétipos universais.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Saco
Ao menos a Sally Hawkins entrou no meu coração.



