sexta-feira, 25 de abril de 2003
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Devo rasgar apenas uma foto, mas se preciso toco fogo no baú inteiro.
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sábado, 12 de abril de 2003
Pérfido
Foi das poças de lama que tiraste as folhas secas
E reviveste de fulgor o fio de tua ira.
E reviveste de fulgor o fio de tua ira.
Foi da noite, nunca esqueças,
Que nascera o mais belo dos teus filhos.
Foi do seio de uma loba
Que nascera o mais belo dos teus filhos.
Foi do seio de uma loba
Que rasgaste o véu que encobria a tua face.
Não cansas de fluir o tango que carrega em mãos
E os corpos que se esvaem em mil.
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
terça-feira, 18 de março de 2003
Mexericos
diante das janelas,
sem vista,
sem vista,
contínuas,
olhando nuvens,
sem chuva,
sem chuva,
antigas,
imagino um lago,
imagino um rio,
imagino um mar,
sem peixes,
imagino um mar,
sem peixes,
macios.
nego calçadas,
sem cadeiras
e sem fofoca.
nego a praça,
sem conversa,
sororoca.
as ruas,
as pontes,
as linhas,
sem pessoas,
estão mortas.
e o pior: ninguém quis pular corda
nego calçadas,
sem cadeiras
e sem fofoca.
nego a praça,
sem conversa,
sororoca.
as ruas,
as pontes,
as linhas,
sem pessoas,
estão mortas.
e o pior: ninguém quis pular corda
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terça-feira, 4 de março de 2003
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Nunca neguei o prazer de inventar mistérios só para depois destruí-los.
(e não desvendá-los).
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